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dezembro 30, 2004
Quem Espera Desespera

foto:Sílvia Padrão
Parece que afinal o governo deu ordem para que o pagamento dos subsídios de desemprego, doença e abono de família fosse adiado uns diazitos, coisa pouca, só para que as suas contas tivessem melhor aspecto.
Supostamente ninguém chegaria a saber, supostamente ainda, ninguém iria dar conta...
Será que alguém no governo acreditou que de facto ninguém iria dar conta disso?
De certo, os senhores do governo não fazem a menor ideia do que é ter de viver de um subsídio.
Não sabem o drama que é fazer esticar o dito subsídio até ao final do mês, pagando todas as contas, comprando apenas o estritamente necessário.
O que é ter a vida organizada dessa maneira, por infeliz necessidade e chegar ao dia em o valor, que é nosso por direito, devia chegar e ver que passada uma semana não chegou.
Acham, comodamente sentados nas suas mansões, que não nos faz mal esperar.
Mas não querem saber que a fome dos nossos filhos não espera, que as datas de pagamento não são adiadas, que a vergonha que temos de passar, devido aos constragimentos gerados pela espera, nunca mais ningúém nos tira.
Revela uma tremenda falta de respeito pelo povo português.
Publicado por spadrao às 07:22 PM
dezembro 28, 2004
O Quê?

foto:Sílvia Padrão
A propósito da catástrofe natural que assolou parte da Ásia, um sr engenheiro português referiu, no telejornal, que em Portugal os edifícios não estão preparados para este tipo de desastre. A questão nem é falta de legislação. Segundo o dito sr. o construtor apenas tem de assinar um papelito onde se compromete a cumprir a legislação, depois não há quem vá fiscalizar o prometido, pois isso poderia dar azo a corrupção... Faz sentido!
Publicado por spadrao às 08:43 PM
Sofrimentos

foto:AP Photo
O homem fere o planeta pensando que ficará impune.
A natureza dá a sua resposta.
Fico sem palavras perante o sofrimento de tantos inocentes.
Publicado por spadrao às 08:43 PM
dezembro 21, 2004
Feliz Natal

foto:Sílvia Padrão
Feliz Natal para toda a comunidade da blogosfera e a todos que costuma passar pelo meu cantinho!
Publicado por spadrao às 08:02 PM
dezembro 13, 2004
OFF

fotografia: Sílvia Padrão
É impressão minha, ou o nosso servidor tem estado constantemente em baixo?
Hoje tive imenso tempo sem conseguir ver as páginas do weblog.
Espero que esteja tudo bem com o nosso senhorio e que não seja nada grave.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Azenhas do Mar

fotografia: Sílvia Padrão
Azenhas do Mar foi notícia pelas piores razões. No passado dia 10 de Dezembro aí caiu um avião pertencente ao Museu do Ar, da Base Aérea de Sintra. Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido. Aqui deixo as respeitosas condolências à família do Sr. Comandante da BA1 e o desejo das melhoras do piloto.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Fontes

fotografia: Sílvia Padrão
Manso Preto, jornalista do jornal "Expresso" foi condenado a 11 meses de prisão, com pena suspensa, por não ter revelado as suas fontes.
Por ter sido apenas e só jornalista.
Quase me sai uma frase daquelas:"Só neste país!", mas infelizmente não é só Portugal a praticar esta asneira.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Confusão

fotografia: Sílvia Padrão
O presidente demite o governo, ou o governo apresenta demissão. Estão a ver quem fica "por cima"? Parece uma disputa de comadres e para a população começa a ficar confuso. Mas agora o que interessa é que se estabeleça um governo que queira governar, que queira fazer, que queira evoluir...Será que há alguém por aí que tenha estes objectivos?
Publicado por spadrao às 10:06 PM
A Família: Os Nossos Bebés (cont)

fotografia: Sílvia Padrão
Muito se houve dizer hoje em dia que a educação das crianças já não é a mesma que antigamente.
Que hoje os pais não sabem educar os filhos, que as crianças não têm disciplina, que os jovens não têm valores. Tudo isto tem um pouco de verdade.
Hoje os nossos filhos vão para um infantário aos 4 meses e nunca mais voltam a ter um ninho digno desse nome.
Nós, os pais, quando nos dedicamos de facto à carreira, do modo que nos é pedido - e aqui quero frisar que é em termos de tempo e não em termos de competência - não conseguimos criar os nossos filhos e pagamos a outros para que os vigiem, pois hoje nem é possível a professores e educadores educar uma criança, que todos se insurgem.
E não sou a favor de que os educadores e professores usem da força, mas sim da função de "segundos pais" que no meu tempo (há cerca de 20 anos) tinham e que a meu ver funcionou muito bem.
Ou seja não nos deixam alternativas.
Ou somos super ricos, ou super apagados como pessoas.
Ou tomamos os nossos filhos como o nosso grande projecto de vida.
Ou então temos uma carreira de sucesso, mas criamos seres humanos sem amor, nem referências de espécie alguma.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
dezembro 08, 2004
A Família

fotografia: Sílvia Padrão
Desde há um ano e meio para cá que tenho vindo a conhecer um problema gravíssimo.
Não é um problema meu, é um problema de todos nós.
Principalmente nós, os que somos pais. A sociedade portuguesa é anti-família. Contribui deliberadamente para o fim das famílias. Se não reparem.
Uma pessoa, de um modo geral, para se sentir realizada precisa de harmonia entre o lado profissional e familiar.
O que vemos é que ambas as partes são extremamente exigentes. O emprego é de oito horas diárias, no mínimo.
É esperado que o empregado entre a horas, mas que não tenha hora de saída. É imprescindível que estejamos sempre disponíveis para o que for preciso.
É tudo isto e mais algumas coisitas que fazem de nós bons profissionais, aos olhos do empregador.
A maior parte das pessoas têm família, conguge e filhos.
O que acaba por acontecer é no mínimo assustador. vDepois dos quatro meses de licença de parto a mãe volta ao trabalho e o bebé começa a ir para a creche. A partir daqui começa o afastamento. Para podermos ser considerados bons profissionais acabamos por entregar os nossos filhos em creches, infantários, atl, etc.
Estamos com eles de manhã, muito à pressa, e à noite, quando já todos estão muito cansados.
O fim de semana passa a correr e é quando a família põe a lide da casa em dia.
As férias são um mês e nem todos as podem usufruir de uma só vez.
O casal, mal se vê. Encontram-se sob os lençois, entre um sonho e outro.
Quem pensar bem neste cenário de certo nem chega a formar família.
Acabam por as pessoas com quem menos tempo passamos, ao longo das nossas vidas.
Não será altura de se ver que para que possamos ter uma boa carreira profissional, necessitamos de ter uma boa vida familiar?
Que é bem provável que todos fossem muito mais produtivos, se podessem passar mais tempo e de maior qualidade, junto dos seus?
Há países em que isso acontece e parece que está a ter muito sucesso.
Mas em Portugal se não houver suor, sangue e lágrimas, todos dão o ordenado como não merecido! (continua)
Publicado por spadrao às 11:36 PM
dezembro 06, 2004
Isenção

fotografia: Sílvia Padrão
Que este é um país atolado nas suas burocracias já todos sabemos, mas mesmo assim há situações que ainda continuam a surpreender.
O nosso sistema de saúde, o regime geral entenda-se, permite que em determinadas situações os utentes sejam declarados isentos, ou seja, isentos do pagamento de consultas, de tratamentos de fisioterapia, tenham um regime especial para o pagamento de medicamentos, etc.
Uma dessas situações é durante a gravidez. Todas as grávidas, que sejam utentes são automaticamente isentas.
Automaticamente é como quem diz. Pois mesmo com uma grande barriga é necessário que seja passado um papel a declarar a isenção, que deve sempre acompanhar a grávida, caso contrário não lhe é conferido esse direito.
Outra das situações é em caso de desemprego. E quem tenha o azar de estar desempregado tem de se inscrever no centro de emprego da sua área de residência, depois disso tem de ir comunicar a situação ao centro de Segurança Social mais próximo.
E um dia quando vai ao médico e julga que os documentos comprovativos do desemprego chegam para que seja passada a dita isenção informam-nos de que é necessário voltar ao centro de emprego e pedir uma declaração comprovativa, especificamente para o efeito.
Conclusão, porque é que não se trata tudo num só local?
Porque é que quando vamos fazer a inscrição no centro de emprego não nos dão logo a dita declaração e nos informam de todos os direitos que temos neste precário estado.
Para quê tanta burocracia?
Isto passa-se com desempregados, que até têm tempo livre, mas noutros assuntos, relacionados com quem trabalha de sol a sol, passa-se o mesmo.
Faz-me lembrar quando eu era pequena e brincava aos escritórios: papeis, papeis, carimbos e assinaturas para tudo e para nada...
Mas agora deixou de ter piada!
Publicado por spadrao às 06:55 PM
dezembro 05, 2004
Negócios Sem Limites

Fotografia do Baco...O meu cão lindo!
O cão é conhecido por ser o maior amigo do homem, mas o homem é cada vez menos o melhor amigo do cão.
Desde há algum tempo que é moda ter um cão, especialmente de for de "marca".
Gastam-se milhões de euros na compra de cães de raça, como se de uma simples mercadoria de luxo se tratasse.
Muitos são os que compram um cachorro tal como compram um carro, ou roupa cara. Para mostrar a amigos e desconhecidos que vivem bem, que têm status e uma vida feliz.
Muitas são as vezes em que os pobres animais acabam por passar os dias enfiados num apartamento, de dimensões reduzidas, sem convívio que não sejam os tapetes e os móveis, sem o exercício físico que lhes é essencial.
Quem é verdadeiramente apaixonado por cães não precisa de dar 1000 euros por um LOP.
Estes animais são cada vez mais tratados como se tratasse de apenas mais um acessório, para abrilhantar o ego de mais um homem.
Este é cada vez mais um negócio sem limites.
Será que quando estão a passar os chorudos cheques, as pessoas se lembram das centenas de cães que estão nos canis à espera de ser adoptados, à espera de uma família, de um amigo, de fugir a uma morte certa?
Publicado por spadrao às 02:46 PM
dezembro 02, 2004
Bater no Fundo

O sr. Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu que afinal este governo não nos serve.
Quero começar por dizer que não estou aqui a assumir qualquer côr política, quase com a mesma filosofia de que quando conduzo não bebo... E não penso que interesse sequer falar acerca das minhas simpatias políticas.
A meu ver, e com a agravante da conjectura internacional, 4 meses e meio não dão quase para aquecer, quanto mais para ser responsável por todo o caos que impera neste país.
Na minha opinião, a vida está cada vez mais difícil, o governo estava a ter atitudes problemáticas, mas em nada diferentes das tomadas por governos anteriores, embora estivessem a ser um pouco mais descarados e arrogantes. Mas não era isso que tornava as suas atitudes piores do que as dos seus antecessores.
Não achei muito correcto o modo como Santana se tornou 1ºMinistro, mas francamente, se o sr.Sampaio queria dissolver o parlamento, mais valia que o tivesse feito logo, antes de se iniciarem projectos que consumiram meios ao estado e que, na sua maioria, vão ficar a meio.
Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca", mas neste caso, se não foi logo, que tivesse sido nunca, pois se Portugal estava mergulhado numa profunda crise, agora vai de certo bater no fundo...
Publicado por spadrao às 01:11 AM
dezembro 01, 2004
De volta
Vamos ver se agora não surgem problemas. Estou de volta e mesmo numa boa altura...será?
Publicado por spadrao às 07:21 PM
Parece que afinal o governo deu ordem para que o pagamento dos subsídios de desemprego, doença e abono de família fosse adiado uns diazitos, coisa pouca, só para que as suas contas tivessem melhor aspecto.
Supostamente ninguém chegaria a saber, supostamente ainda, ninguém iria dar conta...
Será que alguém no governo acreditou que de facto ninguém iria dar conta disso?
De certo, os senhores do governo não fazem a menor ideia do que é ter de viver de um subsídio.
Não sabem o drama que é fazer esticar o dito subsídio até ao final do mês, pagando todas as contas, comprando apenas o estritamente necessário.
O que é ter a vida organizada dessa maneira, por infeliz necessidade e chegar ao dia em o valor, que é nosso por direito, devia chegar e ver que passada uma semana não chegou.
Acham, comodamente sentados nas suas mansões, que não nos faz mal esperar.
Mas não querem saber que a fome dos nossos filhos não espera, que as datas de pagamento não são adiadas, que a vergonha que temos de passar, devido aos constragimentos gerados pela espera, nunca mais ningúém nos tira.
Revela uma tremenda falta de respeito pelo povo português.
Publicado por spadrao às 07:22 PM
dezembro 28, 2004
O Quê?

foto:Sílvia Padrão
A propósito da catástrofe natural que assolou parte da Ásia, um sr engenheiro português referiu, no telejornal, que em Portugal os edifícios não estão preparados para este tipo de desastre. A questão nem é falta de legislação. Segundo o dito sr. o construtor apenas tem de assinar um papelito onde se compromete a cumprir a legislação, depois não há quem vá fiscalizar o prometido, pois isso poderia dar azo a corrupção... Faz sentido!
Publicado por spadrao às 08:43 PM
Sofrimentos

foto:AP Photo
O homem fere o planeta pensando que ficará impune.
A natureza dá a sua resposta.
Fico sem palavras perante o sofrimento de tantos inocentes.
Publicado por spadrao às 08:43 PM
dezembro 21, 2004
Feliz Natal

foto:Sílvia Padrão
Feliz Natal para toda a comunidade da blogosfera e a todos que costuma passar pelo meu cantinho!
Publicado por spadrao às 08:02 PM
dezembro 13, 2004
OFF

fotografia: Sílvia Padrão
É impressão minha, ou o nosso servidor tem estado constantemente em baixo?
Hoje tive imenso tempo sem conseguir ver as páginas do weblog.
Espero que esteja tudo bem com o nosso senhorio e que não seja nada grave.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Azenhas do Mar

fotografia: Sílvia Padrão
Azenhas do Mar foi notícia pelas piores razões. No passado dia 10 de Dezembro aí caiu um avião pertencente ao Museu do Ar, da Base Aérea de Sintra. Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido. Aqui deixo as respeitosas condolências à família do Sr. Comandante da BA1 e o desejo das melhoras do piloto.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Fontes

fotografia: Sílvia Padrão
Manso Preto, jornalista do jornal "Expresso" foi condenado a 11 meses de prisão, com pena suspensa, por não ter revelado as suas fontes.
Por ter sido apenas e só jornalista.
Quase me sai uma frase daquelas:"Só neste país!", mas infelizmente não é só Portugal a praticar esta asneira.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Confusão

fotografia: Sílvia Padrão
O presidente demite o governo, ou o governo apresenta demissão. Estão a ver quem fica "por cima"? Parece uma disputa de comadres e para a população começa a ficar confuso. Mas agora o que interessa é que se estabeleça um governo que queira governar, que queira fazer, que queira evoluir...Será que há alguém por aí que tenha estes objectivos?
Publicado por spadrao às 10:06 PM
A Família: Os Nossos Bebés (cont)

fotografia: Sílvia Padrão
Muito se houve dizer hoje em dia que a educação das crianças já não é a mesma que antigamente.
Que hoje os pais não sabem educar os filhos, que as crianças não têm disciplina, que os jovens não têm valores. Tudo isto tem um pouco de verdade.
Hoje os nossos filhos vão para um infantário aos 4 meses e nunca mais voltam a ter um ninho digno desse nome.
Nós, os pais, quando nos dedicamos de facto à carreira, do modo que nos é pedido - e aqui quero frisar que é em termos de tempo e não em termos de competência - não conseguimos criar os nossos filhos e pagamos a outros para que os vigiem, pois hoje nem é possível a professores e educadores educar uma criança, que todos se insurgem.
E não sou a favor de que os educadores e professores usem da força, mas sim da função de "segundos pais" que no meu tempo (há cerca de 20 anos) tinham e que a meu ver funcionou muito bem.
Ou seja não nos deixam alternativas.
Ou somos super ricos, ou super apagados como pessoas.
Ou tomamos os nossos filhos como o nosso grande projecto de vida.
Ou então temos uma carreira de sucesso, mas criamos seres humanos sem amor, nem referências de espécie alguma.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
dezembro 08, 2004
A Família

fotografia: Sílvia Padrão
Desde há um ano e meio para cá que tenho vindo a conhecer um problema gravíssimo.
Não é um problema meu, é um problema de todos nós.
Principalmente nós, os que somos pais. A sociedade portuguesa é anti-família. Contribui deliberadamente para o fim das famílias. Se não reparem.
Uma pessoa, de um modo geral, para se sentir realizada precisa de harmonia entre o lado profissional e familiar.
O que vemos é que ambas as partes são extremamente exigentes. O emprego é de oito horas diárias, no mínimo.
É esperado que o empregado entre a horas, mas que não tenha hora de saída. É imprescindível que estejamos sempre disponíveis para o que for preciso.
É tudo isto e mais algumas coisitas que fazem de nós bons profissionais, aos olhos do empregador.
A maior parte das pessoas têm família, conguge e filhos.
O que acaba por acontecer é no mínimo assustador. vDepois dos quatro meses de licença de parto a mãe volta ao trabalho e o bebé começa a ir para a creche. A partir daqui começa o afastamento. Para podermos ser considerados bons profissionais acabamos por entregar os nossos filhos em creches, infantários, atl, etc.
Estamos com eles de manhã, muito à pressa, e à noite, quando já todos estão muito cansados.
O fim de semana passa a correr e é quando a família põe a lide da casa em dia.
As férias são um mês e nem todos as podem usufruir de uma só vez.
O casal, mal se vê. Encontram-se sob os lençois, entre um sonho e outro.
Quem pensar bem neste cenário de certo nem chega a formar família.
Acabam por as pessoas com quem menos tempo passamos, ao longo das nossas vidas.
Não será altura de se ver que para que possamos ter uma boa carreira profissional, necessitamos de ter uma boa vida familiar?
Que é bem provável que todos fossem muito mais produtivos, se podessem passar mais tempo e de maior qualidade, junto dos seus?
Há países em que isso acontece e parece que está a ter muito sucesso.
Mas em Portugal se não houver suor, sangue e lágrimas, todos dão o ordenado como não merecido! (continua)
Publicado por spadrao às 11:36 PM
dezembro 06, 2004
Isenção

fotografia: Sílvia Padrão
Que este é um país atolado nas suas burocracias já todos sabemos, mas mesmo assim há situações que ainda continuam a surpreender.
O nosso sistema de saúde, o regime geral entenda-se, permite que em determinadas situações os utentes sejam declarados isentos, ou seja, isentos do pagamento de consultas, de tratamentos de fisioterapia, tenham um regime especial para o pagamento de medicamentos, etc.
Uma dessas situações é durante a gravidez. Todas as grávidas, que sejam utentes são automaticamente isentas.
Automaticamente é como quem diz. Pois mesmo com uma grande barriga é necessário que seja passado um papel a declarar a isenção, que deve sempre acompanhar a grávida, caso contrário não lhe é conferido esse direito.
Outra das situações é em caso de desemprego. E quem tenha o azar de estar desempregado tem de se inscrever no centro de emprego da sua área de residência, depois disso tem de ir comunicar a situação ao centro de Segurança Social mais próximo.
E um dia quando vai ao médico e julga que os documentos comprovativos do desemprego chegam para que seja passada a dita isenção informam-nos de que é necessário voltar ao centro de emprego e pedir uma declaração comprovativa, especificamente para o efeito.
Conclusão, porque é que não se trata tudo num só local?
Porque é que quando vamos fazer a inscrição no centro de emprego não nos dão logo a dita declaração e nos informam de todos os direitos que temos neste precário estado.
Para quê tanta burocracia?
Isto passa-se com desempregados, que até têm tempo livre, mas noutros assuntos, relacionados com quem trabalha de sol a sol, passa-se o mesmo.
Faz-me lembrar quando eu era pequena e brincava aos escritórios: papeis, papeis, carimbos e assinaturas para tudo e para nada...
Mas agora deixou de ter piada!
Publicado por spadrao às 06:55 PM
dezembro 05, 2004
Negócios Sem Limites

Fotografia do Baco...O meu cão lindo!
O cão é conhecido por ser o maior amigo do homem, mas o homem é cada vez menos o melhor amigo do cão.
Desde há algum tempo que é moda ter um cão, especialmente de for de "marca".
Gastam-se milhões de euros na compra de cães de raça, como se de uma simples mercadoria de luxo se tratasse.
Muitos são os que compram um cachorro tal como compram um carro, ou roupa cara. Para mostrar a amigos e desconhecidos que vivem bem, que têm status e uma vida feliz.
Muitas são as vezes em que os pobres animais acabam por passar os dias enfiados num apartamento, de dimensões reduzidas, sem convívio que não sejam os tapetes e os móveis, sem o exercício físico que lhes é essencial.
Quem é verdadeiramente apaixonado por cães não precisa de dar 1000 euros por um LOP.
Estes animais são cada vez mais tratados como se tratasse de apenas mais um acessório, para abrilhantar o ego de mais um homem.
Este é cada vez mais um negócio sem limites.
Será que quando estão a passar os chorudos cheques, as pessoas se lembram das centenas de cães que estão nos canis à espera de ser adoptados, à espera de uma família, de um amigo, de fugir a uma morte certa?
Publicado por spadrao às 02:46 PM
dezembro 02, 2004
Bater no Fundo

O sr. Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu que afinal este governo não nos serve.
Quero começar por dizer que não estou aqui a assumir qualquer côr política, quase com a mesma filosofia de que quando conduzo não bebo... E não penso que interesse sequer falar acerca das minhas simpatias políticas.
A meu ver, e com a agravante da conjectura internacional, 4 meses e meio não dão quase para aquecer, quanto mais para ser responsável por todo o caos que impera neste país.
Na minha opinião, a vida está cada vez mais difícil, o governo estava a ter atitudes problemáticas, mas em nada diferentes das tomadas por governos anteriores, embora estivessem a ser um pouco mais descarados e arrogantes. Mas não era isso que tornava as suas atitudes piores do que as dos seus antecessores.
Não achei muito correcto o modo como Santana se tornou 1ºMinistro, mas francamente, se o sr.Sampaio queria dissolver o parlamento, mais valia que o tivesse feito logo, antes de se iniciarem projectos que consumiram meios ao estado e que, na sua maioria, vão ficar a meio.
Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca", mas neste caso, se não foi logo, que tivesse sido nunca, pois se Portugal estava mergulhado numa profunda crise, agora vai de certo bater no fundo...
Publicado por spadrao às 01:11 AM
dezembro 01, 2004
De volta
Vamos ver se agora não surgem problemas. Estou de volta e mesmo numa boa altura...será?
Publicado por spadrao às 07:21 PM
A propósito da catástrofe natural que assolou parte da Ásia, um sr engenheiro português referiu, no telejornal, que em Portugal os edifícios não estão preparados para este tipo de desastre. A questão nem é falta de legislação. Segundo o dito sr. o construtor apenas tem de assinar um papelito onde se compromete a cumprir a legislação, depois não há quem vá fiscalizar o prometido, pois isso poderia dar azo a corrupção... Faz sentido!
Publicado por spadrao às 08:43 PM
Sofrimentos

foto:AP Photo
O homem fere o planeta pensando que ficará impune.
A natureza dá a sua resposta.
Fico sem palavras perante o sofrimento de tantos inocentes.
Publicado por spadrao às 08:43 PM
dezembro 21, 2004
Feliz Natal

foto:Sílvia Padrão
Feliz Natal para toda a comunidade da blogosfera e a todos que costuma passar pelo meu cantinho!
Publicado por spadrao às 08:02 PM
dezembro 13, 2004
OFF

fotografia: Sílvia Padrão
É impressão minha, ou o nosso servidor tem estado constantemente em baixo?
Hoje tive imenso tempo sem conseguir ver as páginas do weblog.
Espero que esteja tudo bem com o nosso senhorio e que não seja nada grave.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Azenhas do Mar

fotografia: Sílvia Padrão
Azenhas do Mar foi notícia pelas piores razões. No passado dia 10 de Dezembro aí caiu um avião pertencente ao Museu do Ar, da Base Aérea de Sintra. Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido. Aqui deixo as respeitosas condolências à família do Sr. Comandante da BA1 e o desejo das melhoras do piloto.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Fontes

fotografia: Sílvia Padrão
Manso Preto, jornalista do jornal "Expresso" foi condenado a 11 meses de prisão, com pena suspensa, por não ter revelado as suas fontes.
Por ter sido apenas e só jornalista.
Quase me sai uma frase daquelas:"Só neste país!", mas infelizmente não é só Portugal a praticar esta asneira.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Confusão

fotografia: Sílvia Padrão
O presidente demite o governo, ou o governo apresenta demissão. Estão a ver quem fica "por cima"? Parece uma disputa de comadres e para a população começa a ficar confuso. Mas agora o que interessa é que se estabeleça um governo que queira governar, que queira fazer, que queira evoluir...Será que há alguém por aí que tenha estes objectivos?
Publicado por spadrao às 10:06 PM
A Família: Os Nossos Bebés (cont)

fotografia: Sílvia Padrão
Muito se houve dizer hoje em dia que a educação das crianças já não é a mesma que antigamente.
Que hoje os pais não sabem educar os filhos, que as crianças não têm disciplina, que os jovens não têm valores. Tudo isto tem um pouco de verdade.
Hoje os nossos filhos vão para um infantário aos 4 meses e nunca mais voltam a ter um ninho digno desse nome.
Nós, os pais, quando nos dedicamos de facto à carreira, do modo que nos é pedido - e aqui quero frisar que é em termos de tempo e não em termos de competência - não conseguimos criar os nossos filhos e pagamos a outros para que os vigiem, pois hoje nem é possível a professores e educadores educar uma criança, que todos se insurgem.
E não sou a favor de que os educadores e professores usem da força, mas sim da função de "segundos pais" que no meu tempo (há cerca de 20 anos) tinham e que a meu ver funcionou muito bem.
Ou seja não nos deixam alternativas.
Ou somos super ricos, ou super apagados como pessoas.
Ou tomamos os nossos filhos como o nosso grande projecto de vida.
Ou então temos uma carreira de sucesso, mas criamos seres humanos sem amor, nem referências de espécie alguma.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
dezembro 08, 2004
A Família

fotografia: Sílvia Padrão
Desde há um ano e meio para cá que tenho vindo a conhecer um problema gravíssimo.
Não é um problema meu, é um problema de todos nós.
Principalmente nós, os que somos pais. A sociedade portuguesa é anti-família. Contribui deliberadamente para o fim das famílias. Se não reparem.
Uma pessoa, de um modo geral, para se sentir realizada precisa de harmonia entre o lado profissional e familiar.
O que vemos é que ambas as partes são extremamente exigentes. O emprego é de oito horas diárias, no mínimo.
É esperado que o empregado entre a horas, mas que não tenha hora de saída. É imprescindível que estejamos sempre disponíveis para o que for preciso.
É tudo isto e mais algumas coisitas que fazem de nós bons profissionais, aos olhos do empregador.
A maior parte das pessoas têm família, conguge e filhos.
O que acaba por acontecer é no mínimo assustador. vDepois dos quatro meses de licença de parto a mãe volta ao trabalho e o bebé começa a ir para a creche. A partir daqui começa o afastamento. Para podermos ser considerados bons profissionais acabamos por entregar os nossos filhos em creches, infantários, atl, etc.
Estamos com eles de manhã, muito à pressa, e à noite, quando já todos estão muito cansados.
O fim de semana passa a correr e é quando a família põe a lide da casa em dia.
As férias são um mês e nem todos as podem usufruir de uma só vez.
O casal, mal se vê. Encontram-se sob os lençois, entre um sonho e outro.
Quem pensar bem neste cenário de certo nem chega a formar família.
Acabam por as pessoas com quem menos tempo passamos, ao longo das nossas vidas.
Não será altura de se ver que para que possamos ter uma boa carreira profissional, necessitamos de ter uma boa vida familiar?
Que é bem provável que todos fossem muito mais produtivos, se podessem passar mais tempo e de maior qualidade, junto dos seus?
Há países em que isso acontece e parece que está a ter muito sucesso.
Mas em Portugal se não houver suor, sangue e lágrimas, todos dão o ordenado como não merecido! (continua)
Publicado por spadrao às 11:36 PM
dezembro 06, 2004
Isenção

fotografia: Sílvia Padrão
Que este é um país atolado nas suas burocracias já todos sabemos, mas mesmo assim há situações que ainda continuam a surpreender.
O nosso sistema de saúde, o regime geral entenda-se, permite que em determinadas situações os utentes sejam declarados isentos, ou seja, isentos do pagamento de consultas, de tratamentos de fisioterapia, tenham um regime especial para o pagamento de medicamentos, etc.
Uma dessas situações é durante a gravidez. Todas as grávidas, que sejam utentes são automaticamente isentas.
Automaticamente é como quem diz. Pois mesmo com uma grande barriga é necessário que seja passado um papel a declarar a isenção, que deve sempre acompanhar a grávida, caso contrário não lhe é conferido esse direito.
Outra das situações é em caso de desemprego. E quem tenha o azar de estar desempregado tem de se inscrever no centro de emprego da sua área de residência, depois disso tem de ir comunicar a situação ao centro de Segurança Social mais próximo.
E um dia quando vai ao médico e julga que os documentos comprovativos do desemprego chegam para que seja passada a dita isenção informam-nos de que é necessário voltar ao centro de emprego e pedir uma declaração comprovativa, especificamente para o efeito.
Conclusão, porque é que não se trata tudo num só local?
Porque é que quando vamos fazer a inscrição no centro de emprego não nos dão logo a dita declaração e nos informam de todos os direitos que temos neste precário estado.
Para quê tanta burocracia?
Isto passa-se com desempregados, que até têm tempo livre, mas noutros assuntos, relacionados com quem trabalha de sol a sol, passa-se o mesmo.
Faz-me lembrar quando eu era pequena e brincava aos escritórios: papeis, papeis, carimbos e assinaturas para tudo e para nada...
Mas agora deixou de ter piada!
Publicado por spadrao às 06:55 PM
dezembro 05, 2004
Negócios Sem Limites

Fotografia do Baco...O meu cão lindo!
O cão é conhecido por ser o maior amigo do homem, mas o homem é cada vez menos o melhor amigo do cão.
Desde há algum tempo que é moda ter um cão, especialmente de for de "marca".
Gastam-se milhões de euros na compra de cães de raça, como se de uma simples mercadoria de luxo se tratasse.
Muitos são os que compram um cachorro tal como compram um carro, ou roupa cara. Para mostrar a amigos e desconhecidos que vivem bem, que têm status e uma vida feliz.
Muitas são as vezes em que os pobres animais acabam por passar os dias enfiados num apartamento, de dimensões reduzidas, sem convívio que não sejam os tapetes e os móveis, sem o exercício físico que lhes é essencial.
Quem é verdadeiramente apaixonado por cães não precisa de dar 1000 euros por um LOP.
Estes animais são cada vez mais tratados como se tratasse de apenas mais um acessório, para abrilhantar o ego de mais um homem.
Este é cada vez mais um negócio sem limites.
Será que quando estão a passar os chorudos cheques, as pessoas se lembram das centenas de cães que estão nos canis à espera de ser adoptados, à espera de uma família, de um amigo, de fugir a uma morte certa?
Publicado por spadrao às 02:46 PM
dezembro 02, 2004
Bater no Fundo

O sr. Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu que afinal este governo não nos serve.
Quero começar por dizer que não estou aqui a assumir qualquer côr política, quase com a mesma filosofia de que quando conduzo não bebo... E não penso que interesse sequer falar acerca das minhas simpatias políticas.
A meu ver, e com a agravante da conjectura internacional, 4 meses e meio não dão quase para aquecer, quanto mais para ser responsável por todo o caos que impera neste país.
Na minha opinião, a vida está cada vez mais difícil, o governo estava a ter atitudes problemáticas, mas em nada diferentes das tomadas por governos anteriores, embora estivessem a ser um pouco mais descarados e arrogantes. Mas não era isso que tornava as suas atitudes piores do que as dos seus antecessores.
Não achei muito correcto o modo como Santana se tornou 1ºMinistro, mas francamente, se o sr.Sampaio queria dissolver o parlamento, mais valia que o tivesse feito logo, antes de se iniciarem projectos que consumiram meios ao estado e que, na sua maioria, vão ficar a meio.
Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca", mas neste caso, se não foi logo, que tivesse sido nunca, pois se Portugal estava mergulhado numa profunda crise, agora vai de certo bater no fundo...
Publicado por spadrao às 01:11 AM
dezembro 01, 2004
De volta
Vamos ver se agora não surgem problemas. Estou de volta e mesmo numa boa altura...será?
Publicado por spadrao às 07:21 PM
Feliz Natal para toda a comunidade da blogosfera e a todos que costuma passar pelo meu cantinho!
Publicado por spadrao às 08:02 PM
dezembro 13, 2004
OFF

É impressão minha, ou o nosso servidor tem estado constantemente em baixo?
Hoje tive imenso tempo sem conseguir ver as páginas do weblog.
Espero que esteja tudo bem com o nosso senhorio e que não seja nada grave.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Azenhas do Mar

Azenhas do Mar foi notícia pelas piores razões. No passado dia 10 de Dezembro aí caiu um avião pertencente ao Museu do Ar, da Base Aérea de Sintra. Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido. Aqui deixo as respeitosas condolências à família do Sr. Comandante da BA1 e o desejo das melhoras do piloto.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Fontes

Manso Preto, jornalista do jornal "Expresso" foi condenado a 11 meses de prisão, com pena suspensa, por não ter revelado as suas fontes.
Por ter sido apenas e só jornalista.
Quase me sai uma frase daquelas:"Só neste país!", mas infelizmente não é só Portugal a praticar esta asneira.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
Confusão

O presidente demite o governo, ou o governo apresenta demissão. Estão a ver quem fica "por cima"? Parece uma disputa de comadres e para a população começa a ficar confuso. Mas agora o que interessa é que se estabeleça um governo que queira governar, que queira fazer, que queira evoluir...Será que há alguém por aí que tenha estes objectivos?
Publicado por spadrao às 10:06 PM
A Família: Os Nossos Bebés (cont)

Muito se houve dizer hoje em dia que a educação das crianças já não é a mesma que antigamente.
Que hoje os pais não sabem educar os filhos, que as crianças não têm disciplina, que os jovens não têm valores. Tudo isto tem um pouco de verdade.
Hoje os nossos filhos vão para um infantário aos 4 meses e nunca mais voltam a ter um ninho digno desse nome.
Nós, os pais, quando nos dedicamos de facto à carreira, do modo que nos é pedido - e aqui quero frisar que é em termos de tempo e não em termos de competência - não conseguimos criar os nossos filhos e pagamos a outros para que os vigiem, pois hoje nem é possível a professores e educadores educar uma criança, que todos se insurgem.
E não sou a favor de que os educadores e professores usem da força, mas sim da função de "segundos pais" que no meu tempo (há cerca de 20 anos) tinham e que a meu ver funcionou muito bem.
Ou seja não nos deixam alternativas.
Ou somos super ricos, ou super apagados como pessoas.
Ou tomamos os nossos filhos como o nosso grande projecto de vida.
Ou então temos uma carreira de sucesso, mas criamos seres humanos sem amor, nem referências de espécie alguma.
Publicado por spadrao às 10:06 PM
dezembro 08, 2004
A Família

Desde há um ano e meio para cá que tenho vindo a conhecer um problema gravíssimo.
Não é um problema meu, é um problema de todos nós.
Principalmente nós, os que somos pais. A sociedade portuguesa é anti-família. Contribui deliberadamente para o fim das famílias. Se não reparem.
Uma pessoa, de um modo geral, para se sentir realizada precisa de harmonia entre o lado profissional e familiar.
O que vemos é que ambas as partes são extremamente exigentes. O emprego é de oito horas diárias, no mínimo.
É esperado que o empregado entre a horas, mas que não tenha hora de saída. É imprescindível que estejamos sempre disponíveis para o que for preciso.
É tudo isto e mais algumas coisitas que fazem de nós bons profissionais, aos olhos do empregador.
A maior parte das pessoas têm família, conguge e filhos.
O que acaba por acontecer é no mínimo assustador. vDepois dos quatro meses de licença de parto a mãe volta ao trabalho e o bebé começa a ir para a creche. A partir daqui começa o afastamento. Para podermos ser considerados bons profissionais acabamos por entregar os nossos filhos em creches, infantários, atl, etc.
Estamos com eles de manhã, muito à pressa, e à noite, quando já todos estão muito cansados.
O fim de semana passa a correr e é quando a família põe a lide da casa em dia.
As férias são um mês e nem todos as podem usufruir de uma só vez.
O casal, mal se vê. Encontram-se sob os lençois, entre um sonho e outro.
Quem pensar bem neste cenário de certo nem chega a formar família.
Acabam por as pessoas com quem menos tempo passamos, ao longo das nossas vidas.
Não será altura de se ver que para que possamos ter uma boa carreira profissional, necessitamos de ter uma boa vida familiar?
Que é bem provável que todos fossem muito mais produtivos, se podessem passar mais tempo e de maior qualidade, junto dos seus?
Há países em que isso acontece e parece que está a ter muito sucesso.
Mas em Portugal se não houver suor, sangue e lágrimas, todos dão o ordenado como não merecido! (continua)
Publicado por spadrao às 11:36 PM
dezembro 06, 2004
Isenção

Que este é um país atolado nas suas burocracias já todos sabemos, mas mesmo assim há situações que ainda continuam a surpreender.
O nosso sistema de saúde, o regime geral entenda-se, permite que em determinadas situações os utentes sejam declarados isentos, ou seja, isentos do pagamento de consultas, de tratamentos de fisioterapia, tenham um regime especial para o pagamento de medicamentos, etc.
Uma dessas situações é durante a gravidez. Todas as grávidas, que sejam utentes são automaticamente isentas.
Automaticamente é como quem diz. Pois mesmo com uma grande barriga é necessário que seja passado um papel a declarar a isenção, que deve sempre acompanhar a grávida, caso contrário não lhe é conferido esse direito.
Outra das situações é em caso de desemprego. E quem tenha o azar de estar desempregado tem de se inscrever no centro de emprego da sua área de residência, depois disso tem de ir comunicar a situação ao centro de Segurança Social mais próximo.
E um dia quando vai ao médico e julga que os documentos comprovativos do desemprego chegam para que seja passada a dita isenção informam-nos de que é necessário voltar ao centro de emprego e pedir uma declaração comprovativa, especificamente para o efeito.
Conclusão, porque é que não se trata tudo num só local?
Porque é que quando vamos fazer a inscrição no centro de emprego não nos dão logo a dita declaração e nos informam de todos os direitos que temos neste precário estado.
Para quê tanta burocracia?
Isto passa-se com desempregados, que até têm tempo livre, mas noutros assuntos, relacionados com quem trabalha de sol a sol, passa-se o mesmo.
Faz-me lembrar quando eu era pequena e brincava aos escritórios: papeis, papeis, carimbos e assinaturas para tudo e para nada...
Mas agora deixou de ter piada!
Publicado por spadrao às 06:55 PM
dezembro 05, 2004
Negócios Sem Limites

O cão é conhecido por ser o maior amigo do homem, mas o homem é cada vez menos o melhor amigo do cão.
Desde há algum tempo que é moda ter um cão, especialmente de for de "marca".
Gastam-se milhões de euros na compra de cães de raça, como se de uma simples mercadoria de luxo se tratasse.
Muitos são os que compram um cachorro tal como compram um carro, ou roupa cara. Para mostrar a amigos e desconhecidos que vivem bem, que têm status e uma vida feliz.
Muitas são as vezes em que os pobres animais acabam por passar os dias enfiados num apartamento, de dimensões reduzidas, sem convívio que não sejam os tapetes e os móveis, sem o exercício físico que lhes é essencial.
Quem é verdadeiramente apaixonado por cães não precisa de dar 1000 euros por um LOP.
Estes animais são cada vez mais tratados como se tratasse de apenas mais um acessório, para abrilhantar o ego de mais um homem.
Este é cada vez mais um negócio sem limites.
Será que quando estão a passar os chorudos cheques, as pessoas se lembram das centenas de cães que estão nos canis à espera de ser adoptados, à espera de uma família, de um amigo, de fugir a uma morte certa?
Publicado por spadrao às 02:46 PM
dezembro 02, 2004
Bater no Fundo

O sr. Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu que afinal este governo não nos serve.
Quero começar por dizer que não estou aqui a assumir qualquer côr política, quase com a mesma filosofia de que quando conduzo não bebo... E não penso que interesse sequer falar acerca das minhas simpatias políticas.
A meu ver, e com a agravante da conjectura internacional, 4 meses e meio não dão quase para aquecer, quanto mais para ser responsável por todo o caos que impera neste país.
Na minha opinião, a vida está cada vez mais difícil, o governo estava a ter atitudes problemáticas, mas em nada diferentes das tomadas por governos anteriores, embora estivessem a ser um pouco mais descarados e arrogantes. Mas não era isso que tornava as suas atitudes piores do que as dos seus antecessores.
Não achei muito correcto o modo como Santana se tornou 1ºMinistro, mas francamente, se o sr.Sampaio queria dissolver o parlamento, mais valia que o tivesse feito logo, antes de se iniciarem projectos que consumiram meios ao estado e que, na sua maioria, vão ficar a meio.
Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca", mas neste caso, se não foi logo, que tivesse sido nunca, pois se Portugal estava mergulhado numa profunda crise, agora vai de certo bater no fundo...
Publicado por spadrao às 01:11 AM
dezembro 01, 2004
De volta
Vamos ver se agora não surgem problemas. Estou de volta e mesmo numa boa altura...será?
Publicado por spadrao às 07:21 PM