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setembro 25, 2004

Os Piores Sítios do Mundo para ser Jornalista



O jornalismo ainda continua a ser perigoso para quem o pratica.

Surgem cada vez mais exemplos da falta de respeito para com os seus profissionais.
Deixo aqui uma lista dos países onde é dramaticamente perigoso ser jornalista:

IRAQUE: Todos os dias há notícia de mortes, assaltos, raptos de jornalistas. Neste momento é o país mais perigoso do mundo para se trabalhar.

CUBA: Aqui encontramos a censura elevada ao extremo. Os jornalistas e as suas famílias são ameaçados e presos em condições desumanas, para além de aí receberem diversas formas de tortura psicológica.

ZIMBABUÉ: Nos últimos anos o governo tem perseguido a imprensa privada, com diversas ameaças, censura e leis restritivas. Em 2003 fecharam o jornal "Daily News", o mais vendido em todo o país. No Zimbabué é um acto criminal praticar jornalismo sem autorização do governo.

TURQUEMENISTÃO: É um país sob um regime totalitário, onde o jornalismo independente quase não existe. O auto-proclamado presidente Saparmurat Niyazov mantém o controlo, nomeando pessoalmente os editores dos jornais, rádios e televisão. Nenhuma reportagem é publicada/emitida sem antes ter passado pela aprovação de Niyazov.

BANGLADESH: O crime e a corrupção fazem deste país o mais violento para os jornalistas, em toda a Ásia. É muito frequente estes profissionais sofrerem ameaças e agressões físicas brutais, em resultado dos seus trabalhos. Os agressores ficam impunes.

CHINA: Durante o último ano o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro tomaram uma série de medidas contra o jornalismo. Prenderam editores, fecharam inúmeras publicações, conseguindo assim manipular a informação.

ERITREIA: Em Setembro de 2001 o governo baniu toda a imprensa privada e prendeu inúmeros jornalistas. São 17 os jornalistas que ainda estão presos, sem ainda ter sido feita qualquer acusação formal, embora presidente Isaias Afewerki os tenha acusado de espionagem.

HAITI: A liberdade de imprensa ficou comprometida desde o incidente de Setembro de 2003. A hostilidade em relação aos jornalista é tão forte, que agridem tantos os nacionais, como os estrangeiros. Em Março deste ano um correspondente da televisão espanhola foi morto e um fotógrafo norte-americano ficou gravemente ferido. O clima de impunidade que se vive no Haiti já levou a que muitos profissionais procurassem exílio político noutros países.

FAIXA de GAZA: Este território continua a ser um local perigoso. Estes anos já vários jornalistas foram agredidos e alguns chegaram mesmo a morrer.

RÚSSIA: Em Outubro de 2003 o editor chefe do jornal "Volga River" foi agredido até à morte por ter publicado uma reportagem sobre o crime organizado e a corrupção no governo. A censura paira no ar e continua a manipular a informação.

Publicado por spadrao às setembro 25, 2004 04:59 PM